A minha Missão é ajudar a Mulher a curar as suas feridas Físicas, Emocionais e Mentais através da minha Alegria, Sensibilidade e Confiança, de forma a que possa  ter uma vida repleta de Amor e sem Medos de abraçar novos desafios.



Ajudo Grávidas e Mães a conhecerem-se a elas e a compreenderem os seus filhos, sem se sentirem vulneráveis e com medo de falhar como mães. 


Ajudo Mulheres a recuperar a vontade de viver sem se sentirem dependentes da sua doença crónica.

Um pouco da minha História


Eu sou a Carla, sou mãe de duas meninas maravilhosas uma de 14 anos e uma de 9. No entanto nem sempre foi assim tão maravilhoso ...

Quando engravidei da minha mais velha tinha 24 anos, o meu marido ainda estava casado com a mãe da filha dele, e eu pensei ... Que momento péssimo para isto estar a acontecer. Pensei no aborto, como iria contar aos meus pais o sucedido, ainda estava com ele a apenas 6 meses, como ia ter um filho com ele? Embora ele me dissesse que as intenções dele eram as melhores, no meu inconsciente eu não podia deixar esta criança vir. Mas, à medida que o tempo foi passando comecei a sentir algo mais forte cá dentro, dentro do meu coração, e a voz que eu ouvia já era outra completamente diferente ... Não permitas que te tirem este ser ... já havia uma ligação maior que se estava a formar naquele momento, e eu já me sentia completamente rendida à ideia de ser mãe, de ter um ser a crescer no meu interior, e o que queria era apenas protegê-lo de todo o mal... Qual é a mãe que não pensa assim????


Quando ganhei coragem, fui mais o meu marido (companheiro na altura) contar a boa nova aos meus pais. O meu pai passou-se ... só disse como é que em pleno século 20 aquilo estava a acontecer ... como é que eu podia ter sido tão descuidada ... A minha mãe ainda me disse para abortar bem como a minha tia, mas eu não queria aquilo para mim. Além de que o meu marido sempre disse que não permitiria que nada de mal me acontecesse e se Deus quis que esta criança viesse agora era porque tinha um propósito maior, então ele desde início sempre se opôs ao aborto. Mas a minha mãe e tia ainda insistiram durante umas semanas, mas eu tive de bater o pé e explica que não valia a pena pedirem-me isso porque eu já estava a AMAR aquele ser que estava a crescer dentro de mim, e não ia ouvir a opinião de mais ninguém a não ser a minha e assim foi. Toda a gravidez correu bem, até ao dia em que o meu marido fica a saber que precisa de ir fazer uma formação importante para ser promovido, e surge um novo dilema na nossa vida, surge a possibilidade de ele não poder assistir ao parto. Eu começo a ficar em stress, primeiro filho, e no parto não tenho lá o meu marido ... ISTO NÃO ME ESTÁ A ACONTECER ... Pensei eu
Então fomos ao médico e perguntámos se havia alguma forma de poder fazer a menina nascer um pouquinho mais cedo para o pai assistir ao nascimento dela... o que é certo é que fomos lá durante duas semanas mas parecia que a miúda não queria nascer ... Eu já estava a ficar desesperada e convencida que não ia ter a presença dele no parto da menina quando me rebenta a bolsa à chegada de casa. Organizei o que faltava enquanto ele jantou e fomos para o hospital mais a minha mãe. Quando cheguei à urgência estava o meu médico de saída e deixou-me entregue à colega dele. Fiquei tão triste ... ANDEI 9 MESES A PAGAR UM MÉDICO E ELE NÃO VAI ASSISTIR AO NASCIMENTO DA MINHA FILHA ... Tudo parecia estar a demorar muito, eu não estava a fazer uma dilatação rápida, então à meia noite mandaram o meu marido e a minha mãe para casa, porque estava tudo atrasado ... Heis que me deparo com o meu maior medo ... FICAR SOZINHA NA MATERNIDADE SEM NINGUÉM PARA ME AJUDAR NO PARTO ... Tive uma colega de quarto maravilhosa que me ia acalmando, e como eu era muito nova, ia dormindo entre as contracções. Até que houve umas que eu já não aguentava mais a dor e lembrei-me do que aprendi no curso ... então chamei a enfermeira, mas veio uma parteira velha. Pedi-lhe para me fazer o toque, ao que ela me responde muito mal educada que não me podia estar constantemente a fazer o toque se eu queria apanhar uma infecção urinária. Eu tive que lhe levantar a voz e dizer que não era com prazer que lhe pedia para me fazer o toque. mas que a cada contracção já tinha vontade de fazer força e sabia que aquilo não era normal... Quando ela verifica já estava com 8 dedos de dilatação, perguntou-me se eu conseguia andar para ir para a sala de partos ... Quase que mordi a senhora de tão zangada que estava ... Estava apenas eu e ela na sala de partos, mandou-me calar duas vezes porque eu estava a exteriorizar a minha força, mas os médicos e enfermeiros estavam a dormir ... ERAM QUASE 5 DA MANHÃ POR AMOR DE DEUS CARLA ............... Mas como eu não estava a fazer bem força teve que ir acordar a médica que vinha toda descabelada e ainda a dormir. O parto foi super rápido depois, cortou-me a sangue frio ... não disse nada, puxou a menina, cortou o cordão e deu-a à parteira. E a parteira já se ia embora quando me vê a olhar para a minha menina, então deve-lhe ter pesado na consciência e voltou atrás para eu dar um beijo à minha menina ... TÃO LINDA E TÃO PEQUENINA ... SÓ A QUERIA PROTEGER NAQUELE MOMENTO.
Nas horas seguintes, quando já me pude levantar e tomar o meu banho fui ver como estava a costura que ela me fez... SÓ ME APETECIA CHORAR ... VI A MINHA VIDA CAIR NAQUELE MOMENTO ... TINHA 24 ANOS E UMA CICATRIZ QUE PARECIA O Z DO ZORRO ... SENTIA-ME A MULHER MAIS HORRÍVEL E ATÉ TINHA VERGONHA DE MOSTRAR AQUILO AO MEU MARIDO.
Mas mesmo assim o maior pesadelo foi quando cheguei a casa, a menina nasceu com os sonos trocados, com sopro no coração, estalinho na anca ... o meu marido só ficou 3 dias comigo e com ela e foi para a formação dele que era fora de Lisboa. Eu sentia-me tão sozinha e impotente embora estivesse nos meus pais e tivesse imensa ajuda deles.... O meu leite não era suficiente para ela, mas eu não queria ver isso, e ficava danada com a minha mãe quando ela me dizia isso ... Mas o que é certo é que 4 meses depois quando comecei a introduzir o leitinho ela começou a dormir melhor, as cólicas começaram a aliviar ... A minha filha passava fome e eu não queria ver. Estava cega com o facto de querer amamentar. Cheguei a um ponto em que já não a podia ouvir chorar, incomodava-me imenso o choro dela ... Comecei a entrar numa depressão nunca diagnosticada e desvalorizada por todos que também nunca deram por nada.
Aprendi a superar tudo sozinha, fui buscar forças não sei onde, mas aos poucos comecei a Amar novamente a minha filha, e não queria que nada de mal lhe acontecesse.
Com o nascimento da segunda foi tudo muito diferente, embora induzido, mas tive sempre o meu marido ao pé de mim, tive leitinho até aos 18 meses, ela dormia bem, mas também porque mudei alguns hábitos durante a gravidez dela.


Mas 13 anos depois, quando estou a fazer uma formação de terapia de bowen para mães e bebés é que eu percebo que mesmo com a minha filha mais velha tudo podia ter sido tão diferente... se eu tivesse feito alguma pesquisa na altura ... A terapia de Bowen está em portugal desde 1998, e a menina nasceu em 2005 ... Descobri que o parto tem muita influência em como o bebé se comporta, a ligação da mãe e bebé é super importante, e eu o que transmitia à minha era stress e ansiedade e por isso ela também era stressada e estava ansiosa, e por isso chorava e não dormia de noite.


Por isso, hoje estou aqui para te ajudar a não passar o mesmo que eu. A não pensares que és má Mãe, que estás a ignorar a tua criança porque já não a suportas ouvir chorar...
Quero fazer por ti, o que ninguém fez por mim.